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Falta de concentração




São muitas as distrações do dia-a-dia que afetam a capacidade de concentração das pessoas. Entre os fatores que contribuem para isso estão a intensa quantidade de tarefas da agenda para cumprir e o uso exagerado de smartphones.


Apesar de ter se tornado algo comum atualmente, o déficit de atenção precisa ser observado. “A redução da concentração acontece muito nos dias atuais, até porque vivemos sob constante pressão. Mas se essa condição está afetando a pessoa em suas atividades diárias no trabalho ou em casa é sinal que uma avaliação médica criteriosa deve ser feita.


Podem ser consultados clínico geral, neurologista ou psiquiatra”, expõe o coordenador da clínica médica do Hospital Rios D'Or, Victor Margallo (CRM: 807516). Segundo o especialista,

o sintoma pode indicar problemas como depressão, síndrome de Burnout, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ou distúrbios do sono.


Na maioria dos casos, o déficit de atenção não indica doença e está associado a distrações cotidianas mesmo. Nesse caso, uma alimentação saudável pode ajudar a pessoa a manter o foco. É o que explica a nutricionista clínica do Hospital Rios D’Or, Ozélia Dias (CRN:

84100111). “Alguns alimentos estimulam a memória, o raciocínio e ajudam até a melhorar a concentração, são eles: ferro, carboidratos, vitaminas do complexo B e alimentos ricos em ômega 3. Uma vez por semana você pode acrescentar um peixe, como salmão e sardinha, que é fonte de ômega”, destaca Dias. A nutricionista expõe que condimentos e ervas como a sálvia, o açafrão, além de vegetais de coloração verde escuro como a rúcula e o almeirão também são benéficos para a memória.


Outra orientação é criar uma rotina alimentar, mantendo horário regrado para ingerir uma alimentação equilibrada.





Confira algumas fontes alimentares


• Ômega-3 - favorece a comunicação entre os neurônios e, assim, melhora a concentração, a memória e o aprendizado em geral. Pode ser encontrado em peixes de água salgada como sardinha, arenque e cavala, além das sementes.


• Vitaminas do complexo B - ajudam na energia, melhoram a memória e auxiliam na comunicação dos neurônios e no desenvolvimento deles. Está presente principalmente em proteínas animais (carne vermelha, aves e ovos) em leguminosas como feijão, lentilha e grão de bico, e nas sementes, como nozes, castanhas e amêndoas.


• Sálvia (chá ou salada) - aumenta o poder de concentração em até três horas. Ingerir meia hora antes dos estudos.


• Açafrão - Inibe a morte de neurônios. Consumir, no máximo, uma colher de chá por dia (pode ser usado no arroz).


• Ferro - forma a hemoglobina, que oxigena o sangue e o cérebro fortalecendo

a parte metabólica e energética. Pode ser consumido por meio de: gema do ovo, feijão, sardinha, carnes escuras do frango e carnes vermelhas, principalmente as vísceras (como fígado).


• Nitratos - Alimentos ricos em nitratos aumentam a irrigação do sangue no cérebro e são recomendados para quem desenvolve trabalhos intelectuais. A indicação é consumir beterraba, repolho, espinafre, nabo e aipo.


• Colina - aminoácido importante para as células nervosas que ajuda, portanto, a memória e a cognição.Presente na gema do ovo e na soja.


• Carboidratos - cereais integrais evitam a sonolência depois do almoço e deixam o estudante mais alerta, isso porque as fibras presentes nos carboidratos integrais ajudam a liberar glicose no organismo aos poucos. A falta de carboidratos prejudica a memorização,

a concentração e o aprendizado. A indicação é consumir arroz, pão e macarrão integral, além de aveia.


• Cafeína - combate a fadiga mental e ativa o sistema de alerta. Consumir café e chás preto/ verde. O chocolate também contém cafeína, além de melhorar o estresse, porque libera endorfina. A indicação é o mais amargo. O excesso de ambos, entretanto, é prejudicial.





Se ainda assim a concentração estiver em baixa, algumas dicas são:


1 - Procurar ambiente com menos distrações e organizado: desligar ou desconectar as redes sociais ou estabelecer intervalos para interagir;


2 - Estabelecer prazos para as tarefas ajuda a manter o foco até que elas sejam concluídas. Se forem grandes, o ideal é dividi-las em várias partes;


3 - Realizar pausas entre as atividades para evitar os desgastes físico e emocional; 4 - Atenção ao sono: a privação de sono pode diminuir significativamente a concentração e o aprendizado (para o adulto, o mínimo é de oito horas de sono por dia);


5 - Cuidar da saúde: Alimentação saudável, evitando excesso de cafeína, álcool, etc. e praticar exercícios físicos. Atenção à saúde emocional!


Fonte: Mariana de Araújo Guedes (CRP: 05/34346), psicóloga do Hospital Rios D'Or.

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